Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Wanna be my Valentine?


Não tenho nada contra o dia dos namorados. Nem a favor... é-me um pouco indiferente. Só não o é totalmente por causa de toda a propaganda que se faz a este dia... E este ano estou metida no meio: vou passar o serão a servir jantares românticos a casais apaixonados.
Mal disse ao meu patrão do restaurante, onde faço um part-timezito, que estava solteira, ele não demorou mais do que 5 segundos a perguntar-me se eu alinhava em ir trabalhar no dia dos namorados (já que dificilmente teria algum compromisso).  Logo a seguir arrependeu-se, e com medo que eu passasse a noite a esconder-me no armazém ou no escritório agarrada a centenas de lenços de papel, retirou o convite. Mas eu prometi-lhe que não haveria qualquer problema e que podia contar comigo.
Uma amiga minha deu-me uma ideia genial para meter um bocadinho mais de pica na minha noite (e me "vingar" do amor alheio, ou seja, espalhar a minha inveja), que consistia em colocar um papelinho com "Casas comigo?" escrito dentro do copo das mulheres que lá fossem jantar com o seu companheiro, quando estas pedissem as bebidas, e divertir-me à grande com as reacções de ambos os elementos do casal, principalmente com o pânico na cara dos rapazinhos quando as suas amadas fizessem uma festa enorme quando se deparassem com o pedido.
Voltando ao dia dos namorados... Nunca o festejei com o ex-pujante. Mas ainda antes de ele aparecer na minha vida, em pleno 3º ciclo, sempre que chegava o dia dos namorados à minha escola, eu esperava ansiosamente para que, finalmente, naquele ano, eu recebesse uma carta apaixonada pelo correio do amor (serviço disponibilizado pela escola). Passou um ano, passou outro, passaram mais 2 ou 3, e eu nunca recebi nadinha... nem sequer uma rosa amarela, que era hábito algumas amigas oferecerem umas às outras como sinal de amizade. 
A verdade é que, eu acho, que quem mais diz que odeia este dia, é quem mais se ressente com ele quando está sozinho. Não posso dizer que não fico triste em ver todo o amor (mesmo que seja um "amor" de circunstância, chamemos-lhe assim) no ar, e de reparar na quantidade de casais apaixonados que se evidencia neste dia e que só me faz sentir uma forever alone que vai acabar sozinha e que nunca mais se conseguirá apaixonar por ninguém porque lhe partiram o coração recentemente.
Mas bem, queixar-me é coisa que nem posso fazer. Ainda nem chegou o dia do amor, e já alguém me disse um "Amo-te" sentido (mais do que uma vez até). 
Ora, falando nisso. Gostei e não gostei. Gostei porque foi a segunda pessoa (sem contar a minha mãe) que me disse tal coisa na vida e porque é alguém muito especial para mim e de quem gosto muito... Não gostei tanto por outro lado porque dizer tal coisa a outra pessoa mete-lhe uma enorme pressão em cima, algum pânico ("Oh god, o que é que eu faço agora?") e porque, lá está, acabei agora de levar com um trauma, não estou preparada para me meter "numa dessas" tão depressa. Mas também sei que posso contar com toda a compreensão do mundo por parte dessa pessoa...
Concluindo, o dia do amor vai ser passado a estudar e a trabalhar, fugindo de vez em quando para a cozinha durante o trabalho para me ir empanturrando com (a minha amada) piza... Já houveram promessas de uma surpresa qualquer (por parte do novo pretendente), mas não levei muito a sério, e por mim até podem esquecer-se delas que é de maneira que o meu estado zen não é perturbado.

3 comentários:

  1. Beijinho e força !

    PS. Gostei da ideia da tua amiga xD

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  2. Se conseguires, tira umas fotos às caras das senhoras e dos seus respectivos! Quanto ao novo pretendente... não deixes fugir alguém que por não ter vindo na melhor altura, pode até vir a ser alguém muito importante :)

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