Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Dieta: Dia 1

Eu nunca fui magra. Sempre tive pernas gordinhas, barriga saliente, peito e rabo grandes. Há cerca de 2 anos atrás eu pesava quase 70 quilos (tendo eu 1,67m de altura). Olhava-me ao espelho e tinha vontade de chorar, até o meu pai me chamava gorda. Então nesse verão, sem que eu fizesse qualquer tipo de dieta ou exercício físico, perdi 10 quilos sabe-se lá como ou porquê. Isso fez-me ganhar alguma auto-estima.
No verão passado, motivada por ter sido seleccionada para participar no Concurso de Pin Ups que já aqui falei, comecei a ter cuidado com o que comia, cortei nos doces e coisas que sabia serem pouco saudáveis e comecei a fazer caminhadas 3 vezes por semana. Rapidamente cheguei aos 57 quilos, não virei nenhuma modelo, mas sentia-me óptima com esse peso que consegui manter por alguns meses. 
Agora, sem saber bem porquê, porque os meus hábitos não mudaram grande coisa, comecei a sentir-me pesada, a roupa tem-me ficado mais apertada, a barriga nota-se mais saliente e os braços mais roliços. Na semana passada pesei-me e foi com horror que me deparei com um 64 na balança! Oh Deus, estou a voltar ao que era!
Então decidi fazer dieta, para valer desta vez. Não tendo eu dinheiro para gastar em consultas de nutrição e ginásios, decidi fazer eu a minha pesquisa. Li livros, pesquisei na net, comecei a ter atenção aos rótulos dos alimentos.
Então decidi cortar nos hidratos de carbono de absorção rápida e ingerir mais proteínas. O problema, o verdadeiro "papão" da questão, é mesmo o exercício físico.
Sempre fui má, muito má em educação física. A minha coordenação motora é uma desgraça, não consigo sequer fazer o mais básico passo de dança. A minha resistência e força musculares sempre foram baixíssimas, apesar de eu ter plena consciência de que se trata mais de um problema psicológico do que propriamente fisiológico: como eu odeio fazer desporto, acabo por desistir muito antes de chegar aos meus limites, porque simplesmente...odeio aquilo!
Era gozada na escola, até cheguei a ter sérios problemas com um professor que gozava comigo nas aulas de educação física (já passaram 10 anos, mas eu tivesse oportunidade de o torturar como forma de vingança, ai, fazia-o!), cheguei até a ter negativa a esta disciplina no 8º ou 9º ano (que vergonha...) e quando acabei o secundário, educação física era a nódoa que manchava a minha pauta de notas: era a única disciplina à qual eu tinha menos do que 14 valores!

Mesmo assim, lá fui eu até ao parque Tejo tentar "correr" um bocadinho. Voltei a casa 1 hora e meia depois, corri pouco, talvez 1 km, o restante fiz em marcha rápida. Eu sei que não é o ideal, que o ideal seria conseguir com que o meu ritmo cardíaco alcançasse o seu máximo para que o exercício fosse realmente eficaz, mas vá, é melhor pouco do que nada e se eu conseguir fazer isto em 6 dias por semana, então talvez consiga resultados.
A ideia era chegar a casa e ainda fazer uns abdominais... Pois, sim, não foi hoje ainda. Talvez amanhã já tenha mais motivação.


Se alguém souber de planos de exercícios para principiantes, por favor que me diga. Seria o ideal para mim...
Vamos ver até onde consigo levar isto...

Terça-feira, 20 de Março de 2012

Roupinha nova!

Finalmente chegou a Primavera!! Não me lembro de ter estado tão ansiosamente à espera dela em anos anteriores como neste ano, como se com ela viesse a certeza de que estou livre para seguir em frente e me desprender finalmente do passado.


Com a chegada da estação venho também deixar-vos uma novidade. Há uns meses criei uma página de facebook dedicada exclusivamente à venda de roupa e acessórios. Podem ver aqui e se gostarem adicionem e divulguem. Este projecto tem-me ocupado imenso tempo e dado imenso trabalho. Ainda não se vêem frutos, as vendas têm acontecido mas são pouquinhas e eu estou a começar a desanimar, e para juntar à festa o facebook está sempre a cancelar-me os pedidos de amizade porque diz que "ando a abusar" e assim torna-se difícil promover a minha página. Mas não posso desistir e por isso venho pedir a vossa ajuda.
Queria pedir-vos que se tiverem blogues, principalmente fashion blogues e estiverem interessadas em fazer parceria comigo (que beneficiasse as duas partes, claro), por favor me contactem por aqui ou por mail.
Como sabemos os tempos estão difíceis para todos e qualquer ajudinha é bem vinda. Os meus preços são convidativos e ofereço os portes de envio em correio normal. Fico à espera do vosso feedback!

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Vamos lá divagar sobre aquele monstro que é o amor...

Já vos aconteceu deixarem de acreditar em tudo o que acreditaram durante toda a vida?
Eu acreditava naquela história de almas gémeas. Não que para cada pessoa existe apenas outra que a completa, mas que existem apenas 2 ou 3 pessoas que se encaixam na perfeição a cada um de nós, e que quando encontramos uma delas, é para sempre. Eu pensava que tinha encontrado a "minha pessoa" logo aos 17 anos. Já nos tínhamos cruzado imensas vezes ao longo da nossa vida, sem sequer nos conhecermos ainda. Eram demasiadas coincidências para ter sido apenas um acaso, e eu vivia convencida de que estávamos mesmo destinados a ficar juntos. Cinco anos depois, acabou-se a felicidade, a magia foi-se, o amor morreu... Todos os planos e sonhos que tínhamos criado para o futuro foram "à vida" e eu senti-me perdida. E agora, 2 meses passados do dia em que nos separámos, toda a minha concepção de amor mudou radicalmente.
Não acredito nessa história de almas gémeas. Acredito que pode dar certo entre duas pessoas quando ambas conseguem preencher as necessidades emocionais uma da outra. É isso que é amor para mim agora, acabou-se para mim a ideia romântica que tinha dele. 
Sempre fui romântica, penso que deixei de o ser e não me imagino a fazer a outra pessoa as lamechices que já fiz.
A minha forma de olhar para o futuro mudou. Nunca me imaginei a viver para uma carreira profissional, sempre valorizei mais a família (até porque, com quase 23 anos, ainda não sei sequer o que fazer com a minha vida). Mas agora nem sequer me imagino a ter filhos um dia, não me imagino a suportar dividir o meu espaço com outra pessoa todos os dias.
Assusta-me a sensação que cresce cada vez mais a cada dia: de que nunca mais conseguirei amar ninguém da forma como amei o ex-pujante, como se crescesse cada vez mais o sentimento de que nunca me voltarei a sentir completa de novo.

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Wanna be my Valentine?


Não tenho nada contra o dia dos namorados. Nem a favor... é-me um pouco indiferente. Só não o é totalmente por causa de toda a propaganda que se faz a este dia... E este ano estou metida no meio: vou passar o serão a servir jantares românticos a casais apaixonados.
Mal disse ao meu patrão do restaurante, onde faço um part-timezito, que estava solteira, ele não demorou mais do que 5 segundos a perguntar-me se eu alinhava em ir trabalhar no dia dos namorados (já que dificilmente teria algum compromisso).  Logo a seguir arrependeu-se, e com medo que eu passasse a noite a esconder-me no armazém ou no escritório agarrada a centenas de lenços de papel, retirou o convite. Mas eu prometi-lhe que não haveria qualquer problema e que podia contar comigo.
Uma amiga minha deu-me uma ideia genial para meter um bocadinho mais de pica na minha noite (e me "vingar" do amor alheio, ou seja, espalhar a minha inveja), que consistia em colocar um papelinho com "Casas comigo?" escrito dentro do copo das mulheres que lá fossem jantar com o seu companheiro, quando estas pedissem as bebidas, e divertir-me à grande com as reacções de ambos os elementos do casal, principalmente com o pânico na cara dos rapazinhos quando as suas amadas fizessem uma festa enorme quando se deparassem com o pedido.
Voltando ao dia dos namorados... Nunca o festejei com o ex-pujante. Mas ainda antes de ele aparecer na minha vida, em pleno 3º ciclo, sempre que chegava o dia dos namorados à minha escola, eu esperava ansiosamente para que, finalmente, naquele ano, eu recebesse uma carta apaixonada pelo correio do amor (serviço disponibilizado pela escola). Passou um ano, passou outro, passaram mais 2 ou 3, e eu nunca recebi nadinha... nem sequer uma rosa amarela, que era hábito algumas amigas oferecerem umas às outras como sinal de amizade. 
A verdade é que, eu acho, que quem mais diz que odeia este dia, é quem mais se ressente com ele quando está sozinho. Não posso dizer que não fico triste em ver todo o amor (mesmo que seja um "amor" de circunstância, chamemos-lhe assim) no ar, e de reparar na quantidade de casais apaixonados que se evidencia neste dia e que só me faz sentir uma forever alone que vai acabar sozinha e que nunca mais se conseguirá apaixonar por ninguém porque lhe partiram o coração recentemente.
Mas bem, queixar-me é coisa que nem posso fazer. Ainda nem chegou o dia do amor, e já alguém me disse um "Amo-te" sentido (mais do que uma vez até). 
Ora, falando nisso. Gostei e não gostei. Gostei porque foi a segunda pessoa (sem contar a minha mãe) que me disse tal coisa na vida e porque é alguém muito especial para mim e de quem gosto muito... Não gostei tanto por outro lado porque dizer tal coisa a outra pessoa mete-lhe uma enorme pressão em cima, algum pânico ("Oh god, o que é que eu faço agora?") e porque, lá está, acabei agora de levar com um trauma, não estou preparada para me meter "numa dessas" tão depressa. Mas também sei que posso contar com toda a compreensão do mundo por parte dessa pessoa...
Concluindo, o dia do amor vai ser passado a estudar e a trabalhar, fugindo de vez em quando para a cozinha durante o trabalho para me ir empanturrando com (a minha amada) piza... Já houveram promessas de uma surpresa qualquer (por parte do novo pretendente), mas não levei muito a sério, e por mim até podem esquecer-se delas que é de maneira que o meu estado zen não é perturbado.

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Marilyn Monroe perto do fim...



Há umas semanas entrei na Bertrand da Rua Garret, na baixa Lisboeta. É uma livraria a que adoro ir sentir o cheio da madeira e dos livros, perder-me lá dentro a folhear livros (que não vou comprar porque o dinheiro não estica, mas que sonho ter numa prateleira um dia) e a construir histórias na minha cabeça.
Num dos moveis centrais estava um livro com as fotos da ultima sessão fotográfica feita pela Marilyn Monroe antes de morrer em 1962, e digo-vos, nunca antes a achei tão bonita.
Notavam-se já algumas rugas, a pele da face já não era firme como antes e conseguíamos ver todos os pelinhos faciais dela em fotos de rosto, o peito não era tão perfeito como as fotos que conhecemos da sessão que fez para a playboy quando era mais novinha. Tinha uma cicatriz na barriga que eu não fazia ideia que existia. Todas aquelas pequenas imperfeições me fizeram acha-la mais bonita do que em qualquer outra altura, fizeram-me apaixonar-me mais por ela do que em qualquer filme dela que eu tenha visto. Senti que apesar de considerada uma sex bomb e um dos maiores ícones de beleza de sempre, ela era uma mulher real como todas nós, com os seus pequeninos defeitos também, mas que se aceitava como era e gostava de si e que grande parte da sua sensualidade estava presente na sua atitude e era isso que a tornava ainda mais fantástica.
Quando tiver daqueles dias em que me sinto horrível e nem sequer conseguir encarar o espelho vou lembrar-me dela. Não será preciso mais do que isso para me sentir melhor comigo.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

O fim...e o inicio...

Acabou mesmo, de vez, o romance quase perfeito de 5 anos que se julgou, em tempos, ser para sempre...
Já chorei tudo o que tinha a chorar, já atingi o meu pico de raiva e tristeza. Não disse tudo o que tinha a dizer, mas também seria completamente desnecessário. Passou a data do nosso aniversário e ele nada disse, acabou comigo dois dias depois, e por mensagem. Senti-me um lixo, seria que ele tinha assim tão pouca consideração por mim que não se dignasse sequer a acabar comigo pessoalmente? Durante todos estes anos lhe implorei que se algum dia o fizesse, para ser frontal comigo e não o fazer por mensagem (que é uma coisa completamente de putos de 13 anos que querem despachar uma curte de 2 dias). Ele prometeu-me que nunca o faria, mas acabou por fazer. Acabei por o perdoar quando se justificou dizendo que o tinha feito porque era um cobarde e não teria coragem de me enfrentar a ver-me sofrer.
Disse-me que queria continuar meu amigo, que acima de tudo eu era a melhor amiga dele. E eu quero muito, muito que continuemos amigos. Apesar de tudo ele compreende-me melhor que toda a gente e eu gosto muito dele e quero muito continuar a partilhar as minhas coisas com ele. Vamos a ver se ele estava mesmo a dizer a verdade e se se vai mesmo voltar a lembrar de mim e querer voltar a sair comigo para conversarmos como bons amigos.
Eu já aceitei. Sejamos sinceros: a relação já tinha dado tudo o que tinha a dar, já éramos mais amigos do que namorados e seria impossível continuar uma relação saudável depois do tanto que nos afastámos. Ele mudou. muito mesmo, e é verdade que não gosto tanto desta nova versão dele, mas não o poderia obrigar nunca a voltar àquilo que me agradava mais só para me fazer feliz. Seria de um enorme egoísmo da minha parte.
Não o vejo há duas semanas, e não sei como vou reagir quando o voltar a ver. Quero muito que ele seja verdadeiramente feliz, mas não sei como reagirei à ideia de ele ter uma nova namorada, de saber que ama tanto ou mais outra rapariga como me amou a mim (lá está o meu egoísmo, outra vez).
E não sei se conseguirei voltar a amar alguém tão intensamente como o amei a ele.
E pronto. Este assunto está encerrado neste blog. Acabaram as lamentações, acabaram as tristezas. Desde os 17 anos que não sei o que é estar sozinha e penso que será interessante aprender a estar sozinha pela primeira vez enquanto jovem adulta. Terei que redefinir as minhas prioridades, talvez até ganhe uma nova forma de encarar a vida. Será interessante...
Claro que ele vai ficar para sempre como a grande amor da minha vida, e vou chegar aos 50 anos a imaginar como teria sido se ele não tivesse mudado e tivéssemos ficado juntos. Mas não vou correr mais atrás dele, vou "deixar a vida rolar", e guardar todas as nossas memórias com muito carinho.
Escrevo isto com uma lagrimita marota a querer saltar do olho, e uma ligeira mágoa no coração, mas por outro lado estou feliz porque sei que ele está também, só espero que ele não me parta o coração enquanto amigo que isso eu não iria perdoar.
Agora é seguir em frente e esperar para ver que outras surpresas a vida tem para mim. Acredito que ainda há muita coisa boa por vir :)

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Modo: vegetal


Tenho imensos trabalhos para fazer, frequências à porta, relatórios e apresentações, mas a única coisa que consigo fazer o dia todo é fixar o monitor do computador e sentir-me miserável.
Hoje de manhã apeteceu-me desabafar e enviei uma mensagem ao pujante. A resposta, como é óbvio, foi inexistente e só não me levantei da cama para ir dar cabeçadas na parede porque achei que nem forças para isso tinha.
A cada dia que passa seria suposto custar um pouco menos, pois, para mim tem sido exactamente o contrário. A cada dia que passa a dor intensifica-se, tenho cada vez mais a sensação de me sinto como se estivesse de luto por alguém que nunca mais vou ver, que desapareceu de vez da face da Terra.
O que me salva são os bocadinhos em que me obrigo a sair de casa para ir ver amigos ou simplesmente ir ao supermercado.
Acho que ando a precisar de uns belos estalos para ganhar alguma "genica"...